quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Assembleia Municipal de Sever do Vouga



Amanha pelas 17 horas realiza-se a Assembleia Municipal de Sever do Vouga.

Terá como principal ponto a votação do orçamento municipal para o próximo ano.

Manuel Soares, presidente da Câmara Municipal espera a aprovação do seu orçamento para continuar o seu mandato.

Soares que poderá avançar com uma recandidatura a Câmara Municipal de Sever do Vouga nas próximas eleições que se realizaram já para o ano.

Na assembleia municipal de amanhã, irei estar presente e participar/intervir como membro do público.

No dia seguinte irá ser publicada aqui a minha intervenção na Assembleia Municipal.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PSD confirma candidatura de Santana à Câmara de Lisboa


A escolha de Santana Lopes foi “totalmente pacífica”, assegurou Castro Almeida

A Comissão Política do PSD confirmou esta terça-feira a escolha de Pedro Santana Lopes para encabeçar a candidatura do partido à Câmara Municipal de Lisboa. A nomeação do antigo líder dos sociais-democratas para a corrida à autarquia da capital foi consensual, indicou o vice-presidente do PSD Castro Almeida.

Com a devida vénia à RTP

A decisão da Comissão Política Nacional dos sociais-democratas foi anunciada por Castro Almeida após uma reunião que se prolongou pela tarde de terça-feira.

A escolha de Pedro Santana Lopes, proposta pela líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, mereceu o consenso dos membros da Comissão Política, revelou o coordenador autárquico do partido.

“Foi uma escolha que teve origem nas estruturas concelhias de Lisboa, que foi aprovada pela Comissão Política Distrital, que foi aprovada pela Comissão Coordenadora Autárquica do partido e aprovada na Comissão Política Nacional por proposta da sua presidente”, afirmou Castro Almeida.

O dirigente social-democrata garante que se trata de uma escolha “totalmente pacífica” e “muito entusiasmante”.

Castro Almeida lança desde já o mote da corrida eleitoral na capital: “Estamos muito entusiasmados com a escolha para Lisboa porque manifestamente o actual presidente da Câmara não tem perfil para a função e o doutor Santana Lopes vai ter oportunidade de retomar um mandato que não terminou e vai poder completar a obra que tinha em mãos”.

A 4 de Dezembro, Santana Lopes fizera uma pré-apresentação da candidatura à Câmara de Lisboa, garantindo que tencionava debater temas relacionados com “centros de poder” instituídos na sociedade portuguesa.

“Eu candidato-me a Lisboa por causa de Lisboa e não quero ouvir falar de nada mais, como aconteceu no meu anterior mandato. Agora, quem é candidato a uma câmara, quem está numa estrutura partidária pode desenvolver combates que ajudem a sociedade em que está a mudar um bocadinho”, afirmava então o antigo líder do PSD, durante uma sessão de homenagem a Francisco Sá Carneiro, no Porto.

Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Santana fazia questão de salientar que ainda esperava uma decisão da direcção social-democrata.

Na conferência de imprensa desta terça-feira na São Caetano à Lapa, Castro Almeida confirmou também a nomeação de Ricardo Rio como candidato do PSD à Câmara Municipal de Braga.

Escolhidos mais de dois terços dos candidatos

A Comissão Política do PSD confirmou os nomes de mais de dois terços dos candidatos do partido às presidências das autarquias do país, avançou Castro Almeida.

“Hoje demos uma particular atenção às cidades que são capitais de distrito e particularmente àquelas onde o PSD não detém a presidência da câmara. Estão já identificados e escolhidos quase todos os candidatos para estas nove capitais de distrito onde o PSD não é actualmente maioria”, precisou o vice-presidente laranja.

À excepção das candidaturas de Santana Lopes e de Ricardo Rio, o anúncio público dos nomes dos candidatos “fica sempre dependente de critérios de interesse local”, frisou Castro Almeida.

O timing do lançamento das candidaturas foi “acertado com os candidatos”.

“Há candidatos que estão identificados e seleccionados mas só mais tarde se fará o anúncio das candidaturas por interesses locais”, reforçou.

Liderança aparta candidaturas a autarquias e Parlamento

No quadro da preparação do PSD para as contendas eleitorais do próximo ano, Manuela Ferreira Leite impõe para já a fórmula da incompatibilidade entre as candidaturas à Assembleia da República e aos órgãos do poder autárquico.

A presidente social-democrata “definiu uma orientação no sentido de considerar incompatível a candidatura a presidente de câmara e a deputado”, revelou Castro Almeida.

“As eleições para a Assembleia da República e para as autarquias locais vão ocorrer na mesma época, podem até ser no mesmo dia, ou serão em dias muito próximos, e parece-nos que não é leal perante o eleitorado apresentar a mesma pessoa com candidato a deputado e a presidente de câmara sendo que os dois cargos são incompatíveis entre si”, explicou.

Carlos Santos Neves, RTP
2008-12-16 20:41:49

CDS-PP FICARÁ COM 11 DEPUTADOS

O CDS-PP deverá voltar a ser a quarta força política na Assembleia da República, atrás do PCP, após a saída do deputado José Paulo Carvalho do grupo parlamentar democrata-cristão, noticia a agência Lusa.

O deputado anunciou esta terça-feira em conferência de imprensa que tenciona cumprir o mandato até ao fim da legislatura, como deputado «não inscrito» e que já o comunicou ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

Assim, o grupo parlamentar do CDS-PP ficará com 11 deputados, os mesmos que actualmente tem o PCP, que passou de terceira para quarta força política em Dezembro de 2007 após a expulsão da deputada Luísa Mesquita.

Nas eleições legislativas de 2005, a Coligação Democrática Unitária elegeu 14 deputados, 12 do PCP e 2 do PEV.

A CDU obteve 7,56 por cento da votação e mais cerca de 170 mil votos que os democratas-cristãos (com 7,26 por cento) e o PCP foi considerado a terceira força política na Assembleia das República e para efeitos protocolares.

A representatividade dos grupos parlamentares determina, por exemplo, a sua ordem de intervenção nos debates em plenário com o primeiro-ministro e com os ministros.

O ano passado, por proposta do Presidente da Assembleia da República, a conferência de líderes parlamentares decidiu que o PCP, que passou de 12 para 11 deputados, passaria de terceira para quarta força política no Parlamento, mas para efeitos protocolares manteve o estatuto de terceira força.

«Tempo de intervenção de um minuto»

Com 11 deputados, o CDS-PP deverá voltar ao lugar de quarta força política, o mesmo lugar com que ficou na sequência das eleições de 2005.

Como deputado «não inscrito», José Paulo de Carvalho terá direito a «produzir duas declarações políticas por sessão legislativa» e, nos debates em plenário, tem garantido «um tempo de intervenção de um minuto», segundo o Regimento da Assembleia da República.

Ainda quanto ao uso da palavra, os deputados não inscritos têm «o direito de produzir uma intervenção por cada sessão legislativa, pelo período máximo de 10 minutos».

O deputado José Paulo Carvalho, que tinha a «pasta» da Educação no grupo parlamentar do CDS-PP, era o quarto na lista do CDS-PP pelo distrito do Porto.

Em 2005, o CDS-PP elegeu dois deputados pelo círculo do Porto. O primeiro da lista era António Pires de Lima, que renunciou ao mandato, o segundo era Álvaro Castelo Branco, que optou pelo cargo de vereador na Câmara Municipal do Porto e o terceiro Diogo Feio, actual líder parlamentar.


Com a devida vénia ao IOL Diário .

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Professor morre à espera do INEM


Espinho: Assistido por bombeiros sem competências para lhe salvar a vida
Um professor da Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida, em Espinho, de 51 anos, morreu anteontem de manhã por falta atempada de assistência médica competente.


Em paragem cardiorrespiratória, os colegas professores tentaram desesperadamente contactar o 112, mas sem sucesso. Alertados, os Bombeiros Voluntários de Espinho, com quartel nas proximidades, acorreram de imediato, não tardando mais do que três minutos. Todavia, a VMER, Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que deveria ser imediatamente accionada para uma situação destas, estava, segundo informação dada aos Bombeiros pelo CODU, ocupada noutra situação, pelo que receberam indicações para não esperar pelo INEM e conduzir o professor de imediato para o hospital.

"Seguimos todos os procedimentos protocolares e desde o momento em que chegámos à escola iniciámos as manobras de suporte básico de vida", afirmou ao CM José Laranjeiro, subchefe dos BVE, que chefiava a equipa de socorro.

Apesar de todas as tentativas de salvamento ministradas durante o percurso até Gaia, o professor, José Quental, de Aveiro, entrou no Hospital Santos Silva já sem vida.

Ontem, os técnicos do INEM, pela voz do presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE), Ricardo Rocha, tipificaram esta morte como uma das que seriam evitáveis se os socorristas que assistiram a vítima tivessem formação adequada. Consideram os técnicos que é essa lacuna de competência que obriga ao recurso às VMER e que a situação só pode ser ultrapassada com a criação de técnicos de emergência médica, que noutros países são designados de paramédicos, com formação de 1500 horas em vez das 210 horas actuais. Segundo o responsável dos técnicos, "muitas vidas podem ser poupadas".

O Correio da Manhã contactou o INEM, que se recusou a prestar quaisquer esclarecimentos sobre este assunto.

CENTRO DE SAÚDE LOCAL NÃO TINHA NITRATOS

Um aluno correu até ao centro de saúde local, que dista escassas dezenas de metros da escola, a solicitar nitratos, que administrados em comprimidos sob a língua são usados em situações de urgência cardíaca. Aqui, no entanto, ter-lhe-á sido dito que não dispunham de tais recursos.


Esta situação é tanto mais estranha quanto é certo que aquele centro é base de uma ambulância do INEM – que por sinal estava ausente para uma situação menor – que é ali abastecida de fármacos.

PORMENORES

ESPINHO SEM VMER

Em todo o concelho espinhense não existe qualquer Viatura Médica de Emergência e Reanimação. Esta está sediada em Vila Nova de Gaia, no Hospital Santos Silva.

OCUPADA NUM LAR

A VMER de Gaia não pôde seguir para Espinho porque acorreu a dois idosos num lar. Um dos casos era um AIT, acidente isquémico transitório, de gravidade bem menor do que a situação que vitimou o professor.
Com a devida venia ao Correio da Manhã.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Paulo Portas sucede Paulo Portas

CDS-PP: Paulo Portas reeleito hoje líder do partido com 95,1 por cento dos votos
13 de Dezembro de 2008, 23:26

Lisboa, 13 Dez (Lusa) - Paulo Portas foi hoje reeleito líder do CDS-PP com 95,1 por cento dos votos, anunciou hoje o presidente da comissão organizadora das directas.

Paulo Portas, candidato único à liderança do CDS-PP, obteve 6.051 votos em 6.358 votantes, o que representa 95,1 por cento do total, tendo-se registado 307 votos brancos ou nulos.

Do universo eleitoral de 18.284 militantes, votaram 6.358, 31,42 por cento.

Para João Almeida, a percentagem de afluência às urnas esteve "acima das expectativas" e representa "uma prova de vida e de mobilização do partido".

A eleição decorreu entre as 15:00 e as 21:00.

SF.

Lusa/fim

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Manoel de Oliveira celebra hoje 100 anos

O realizador português Manoel de Oliveira celebra esta quinta-feira o seu centésimo aniversário, mas nem a histórica ocasião o vai impedir de passar o dia a fazer aquilo que mais gosta, isto é, rodar as cenas de mais um filme. A história de Manoel de Oliveira confunde-se com a sua dedicação ao cinema.

O cineasta mais velho do mundo no activo está actualmente a rodar «Singularidades de uma Rapariga Loira», que se baseia num conto partir de um conto de Eça de Queirós, que deverá estrear no Festival de Cinema de Berlim.





O Vougario felicita Manoel de oliveira pelos seu 100 anos de vida.

domingo, 30 de novembro de 2008

Os Bombeiros Novos de Aveiro estão de Parabéns


Os bombeiros Novos de Aveiro comemoram 100 anos de existência .


O Vougario congratula os Bombeiros Novos de Aveiro pelos seus 100 anos ao serviço da população.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

35 mortes na estrada de Aveiro

Aveiro: 35 mortos na estrada no primeiro semestre do ano
Distrito de Aveiro contou mais nove vítimas mortais do que em igual período do ano passado


Com a devida vénia ao


As estradas do distrito de Aveiro contabilizaram 35 vítimas mortais no primeiro semestre de 2008. Os dados foram revelados recentemente pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e apontam para mais nove mortos do que em igual período do ano passado. O ano de 2007 foi, de resto, aquele em que o primeiro semestre apresentou menor número de vítimas mortais desde 1999.
No mesmo período, registaram-se 93 feridos graves, menos 26 do que em 2007, e 1.642 feridos leves, mais 24 do que em igual período do ano passado. Abril foi o pior dos primeiros seis meses do ano, com 11 mortos.
A maior parte dos acidentes com vítimas mortais aconteceu dentro das localidades - 24 - contra 11 fora das localidades. As estradas nacionais foram palco de cerca de metade das mortes no primeiro semestre – 18.
O município de Santa Maria da Feira contou nove mortos neste período, sendo aquele onde a mortalidade atingiu o maior valor. Em Águeda morreram cinco pessoas e em Oliveira de Azeméis quatro. Ílhavo, Espinho, Arouca e Murtosa não registaram vítimas mortais nos primeiros seis meses do ano.
A maioria das vítimas mortais são os condutores dos veículos – 27. Seis são passageiros e dois são peões. No caso dos feridos graves, 54 são condutores, 20 são passageiros e 19 peões. De destacar ainda que 10 dos acidentes mortais ocorreram com ciclomotores.

Soraia Amaro

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Vigésimo quarto dia do mês de Novembro do ano dois mil e oito.

Começou hoje o que parece ser o fim do longo processo da Casa Pia.
Espero que seja verdade o que todos nós esperamos, que este caso chegue mesmo ao fim e que sejam condenados todas as pessoas que cometeram os crimes que estão a ser acusadas.
Espero que no fim disto tudo, a culpa não morra solteira.

Hoje também muito se falou no simulacro que foi feito este fim de semana na Capital, e segundo o que eu vi na TV, foi um fiasco.
O que mais me alertou foi para o facto de horas antes de começar o simulacro já estava os bombeiros no local.

Parece que é desta que o Procurador Geral da Republica vai ao parlamento, o motivo da sua visita é o BPN.

Quem devia ir também à Assembleia da Republica é Manuel Sebastião o actual presidente da autoridade da concorrência , pois Manuel Sebastião parece que foi desmascarado com o facto de estar a desempenhar funções na ordem dos economistas ao qual é incompatível com o cargo de Presidente da Autoridade da Concorrência.

domingo, 23 de novembro de 2008

" O VOUGUINHA"

Linha do Vale do Vouga: Futuro incerto domina centenário
O futuro do popular “Vouguinha” vai dominar hoje os discursos que vão fazer-se ouvir nas comemorações do Centenário de uma linha que já conheceu melhores dias


Com a devida vénia ao


Viagens gratuitas nos comboios da Linha do Vouga marcam o início das comemorações do centenário da inauguração desta linha, que começam este domingo com a recriação da viagem inaugural e o descerramento de uma placa comemorativa na estação de Espinho, numa iniciativa conjunta de várias instituições ferroviárias e das sete autarquias servidas por aquela infra-estrutura.


Durante todo o dia, a população pode viajar gratuitamente nos comboios da Linha do Vouga, em qualquer percurso entre Espinho e Aveiro (via Sernada).


Após o descerramento daquela placa, às 9 horas, e de uma projecção de fotografias de Aurélio Paz dos Reis, que recriam a chegada de D. Manuel II a Espinho em 1908, para a inauguração da Linha do Vouga, um comboio especial parte da estação às 9.26 horas com destino a Oliveira de Azeméis.


No entanto, até à chegada a Oliveira de Azeméis, prevista para as 14.32 horas, o comboio leva os participantes a Santa Maria da Feira (10.01 horas) e a S. João da Madeira (11.56 horas), locais onde se realizam diversas actividades integradas nas comemorações.


Em Santa Maria da Feira, é descerrada uma segunda placa comemorativa na estação, realiza-se uma missa promovida pelos ferroviários, na Igreja Matriz, e diversas actividades de entretenimento.


Às 11.43 horas, já com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, parte de Santa Maria da Feira o comboio, com chegada às 12 horas a S. João da Madeira, sendo na estação desta cidade descerrada uma terceira placa comemorativa e visitadas as obras de requalificação do Centro Coordenador de Transportes, inaugurado o túnel rodoviário sob a linha do Vale do Vouga, assinados o Protocolo “Comboios Frequentes” entre a CP, a REFER e a Câmara Municipal de S. João da Madeira e a Consignação pela REFER da empreitada para a “Automatização de 52 Passagens de Nível na Linha do Vouga”, seguindo-se um almoço comemorativo neste local.


Neste primeiro dia de comemorações, o comboio especial parte em direcção a Oliveira de Azeméis, onde, às 14.35 horas, é descerrada uma última placa comemorativa, na estação.


Segue-se um percurso a pé até à Galeria Tomás Costa, na Praça da Cidade, palco da inauguração da Exposição do Centenário da Linha do Vale do Vouga (15.15 horas), mostra que percorrerá os sete concelhos servidos pelo caminho-de-ferro.


Estas comemorações são uma iniciativa da CP, REFER, Fundação do Museu Nacional Ferroviário e das Câmaras Municipais da área de influência da Linha do Vale do Vouga – Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira.


Luís Ventura

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Teixeira dos Santos no último lugar como pior Ministro das Finanças da União Europeia

Lisboa - O ministro de Estado e das Finanças português, Teixeira dos Santos, foi classificado pelo jornal britânico «Finantial Times» (FT), como sendo o ministro da UE que tem pior desempenho nas funções que ocupa .

Com a devida vénia ao JORNAL DIGITAL
O jornal britânico, elabora este ranking baseando-se em três critérios principais: economia (segundo vários indicadores económicos), política (baseado nas opiniões de um painel de economistas e comentadores) e estabilidade, numa escala de 1 a 19, sendo 1 o melhor e 19 o pior.

A classificação em cada área é determinada quer pelos dados económicos do país (Economia), na votação por parte de um painel de economistas e comentadores, que classificam os ministros pelos seus atributos (Política), e de como as percepções dos mercados financeiros mudaram desde o início da crise financeira, baseado no custo da compra de seguro contra o incumprimento dos créditos contraídos pelo Governo (Estabilidade).

Teixeira dos Santos obteve uma classificação de 17 na área Económica [superando apenas os seus colegas da Irlanda e do Reino Unido, Brian Lenihan (com 18) e Alistair Darling (com 19)], 19 na área Política e 11 na de Estabilidade.

Segundo o FT, o ministro português, é penalizado pelo fraco comportamento da economia portuguesa e pela baixa visibilidade da sua presença nas instâncias europeias, atingindo uma classificação de 16,4 na última posição do ranking.

O primeiro lugar vai para o ministro das Finanças finlandês, Jyrki Katainen, seguido pelo seu colega alemão, Peter Steinbruck.

(c) PNN Portuguese News Network

Rato Mickey faz hoje 80 anos


A personagem de Mickey nasceu a 18 de Novembro de 1928, e a dobragem da sua voz foi feita pelo próprio Walt Disney (entre 1928 e 1946). Evoluiu de uma simples personagem de cartooning e tiras cómicas para uma das personagens mais conhecidas do mundo. Depois de Walt Disney, foi James G. MacDonald que assumiu a voz do Rato Mickey e, desde 1983, passou a ser Wayne Allwine, um aprendiz de James G. MacDonald.

Incialmente baptizada de Mortimer, a personagem teve o nome alterado para Mickey Mouse por sugestão de Lillian , esposa de Walt Disney, que considerava o primeiro nome formal demais para a personagem.

Na banda desenhada actual, em papel, o seu melhor amigo é Pateta; Mickey tem ainda o cão Pluto e uma namorada, Minnie. Há uma linha de histórias em que aparece a personagem Esquálidus, criada por Floyd Gottfredson. Em certas histórias, Mickey costumava andar com o Pato Donald (segundo a tradução brasileira, ambos moram na mesma cidade, Patópolis), mas os universos dos dois são separados.

Tipicamente, Mickey surge em calções vermelhos e sapatos amarelos, uma homenagem que o seu criador, Walt Disney, fez à Ordem DeMolay, da qual era membro. Em outras linhas de histórias, são abordados variadíssimos temas; numa delas, Mickey é um detective, e veste casaco e todo o traje costumeiro. Um dos temas mais conhecidos é o duelo constante com o inimigo Bafo-de-Onça, eum outro as várias situações em que enfrenta o Mancha Negra.

Em Portugal e no Brasil a publicação das bandas desenhadas coube à Editora Abril. Além de ter o seu próprio título mensal, Mickey foi destacado como personagem num dos manuais Disney e no Grande Livro Disney (1977).

Com a devida vénia ao SAPO

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

As maiorias podem alterar leis, mas até lá têm que respeitar as actuais.

Segundo Manuel Monteiro, presidente do Partido da Nova Democracia (PND) o seu partido irá apresentar uma queixa-crime contra o Presidente da Assembleia Legislativa da região autónoma da Madeira, Miguel Mendonça.

O líder do PND acusa Miguel Mendonça de ter cometido actos ilegais e inconstitucionais no exercício das suas funções e anunciou a apresentação da respectiva queixa-crime.

Deverá o Presidente da Republica dissolver a Assembleia Legislativa da região autónoma da Madeira?

Segundo a constituição da Republica ao abrigo do artigo 133º (competências quanto a outros órgãos) da referida constituição diz o seguinte: …Compete ao presidente da República, relativamente a outros órgãos; Alínea J) dissolver as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, ouvindo o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, observado o disposto no artigo 172.º, com as necessárias adaptações. E segundo o artigo 172º (dissolução): 1. A) Assembleia da República não pode ser dissolvida nos seis meses posteriores à sua eleição, no último semestre do mandato do Presidente da República ou durante a vigência do estado de sítio ou do estado de emergência. 2. A) Inobservância do disposto no número anterior determina a inexistência jurídica do decreto de dissolução. 3. A) Dissolução da Assembleia não prejudica a subsistência do mandato dos Deputados, nem da competência da Comissão Permanente, até à primeira reunião da Assembleia após as subsequentes eleições.

Eu pergunto: Após a formalização de queixa-crime contra Miguel Mendonça por parte do PND, terá Miguel Mendonça condições de continuar à frente da Assembleia Legislativa Madeirense?

Segundo o Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Monteiro Diniz, ele próprio continua a não entender o porquê de não existir outro vice-presidente da assembleia de outra cor política, segundo ele só iria ser bom para o bom funcionamento da democracia na Madeira. (na legislatura anterior existiam 3 vice-presidentes).
Para o representante era uma afirmação democrática que o 3º vice-presidente fosse eleito (nesta legislatura a mesa da assembleia é composta apenas por 2 vice-presidentes ambos do PSD).

Para Monteiro Diniz não há dúvidas sobre os crimes cometidos na Assembleia Legislativa contra o Deputado do PND, mas deixa esse assunto para os órgãos competentes.

Na minha opinião algo tem que acontecer na Madeira, pois não é normal que em pleno hemiciclo exista deputados a insultarem-se verbalmente uns aos outros, e também não é normal o clima de ditadura imposta pela maioria partidária liderada pelo líder do governo regional madeirense.

As maiorias podem alterar leis, mas até lá têm que respeitar as actuais.


Rui Pires da Silva

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Srª. Ministra, prefere ovos mexidos ou ovos moles?

A Ministra da Educação foi até Fafe, parece que havia lá uma inauguração de
um centro educativo e de uma biblioteca escolar. E claro, já que ali estava
ficou para almoçar com o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Fafe, José
Ribeiro.

Segundo se consta durante o almoço (não sei quem pagou) avisaram a Ministra
que havia um protesto de alunos, e sabem onde era o protesto? Frente do
estúdio Fénix , onde a Sr. Ministra ia a mais uma cerimonia.

Mas lá continuaram a almoçar (continuo sem saber quem pagou).

Enquanto isto Manuel Alegre deixou de sorrir e disse "basta", e disse
ainda que está sem paciência para o quero, posso e mando. Ou seja, estará
Manuel Alegre a chamar ditadura ao Governo de Sócrates??? Mas calma, Alegre
remata com «suportei muitos ministros durante a ditadura».

Depreendo daqui que Alegre diz que estamos na era da ditadura do quero ,
posso, e mando. (Mas Alegre não é do PS ????aí já não entendo nada...) .

Mas calma que Alegre ainda quis dar um brinde a Maria de Lurdes Rodrigues e
decidiu acusa-la de fechar os olhos á realidade e tapar os ouvidos às
critica, e mais que ela sofre de obsessão , obstinação, inflexibilidade e
ainda
(como era o 1, 2 ,3) tiques autoritários.(Não Alegre, autoritário? o
governo? Estas enganado...)

Mas enquanto o Alegre elogiou a Sr. Ministra ela lá terminou de almoçar, mas
segundo sei não comeu a sobremesa.

Chegado ao Estúdio Fénix, lá estavam os alunos à espera da Ministra, nisto
ela lá apareceu no seu BMW.

E não é que os alunos descobriram que a ministra não comeu a sobremesa e que
ela gosta de Ovos moles...

Ora se gosta, toma, cerca de 300 alunos a darem ovos á Ministra (simpáticos
os meninos), mas parece que tanto ovo fez-lhe mal e ela teve que sair
imediatamente, (nem agradeceu a sobremesa) .

Parece que a Ministra está mal, mas acho que não é dos ovos (digo eu...)
Segundo o Vougario consegui saber a Srª Ministra vai voltar a Fafe no dia 23 de Dezembro.
Desta vez Maria de Lurdes Rodrigues não vai inaugurar nada, vai sim buscar mais ovos para os doces de Natal.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quanto é que custa uma duzia de ovos?

Dias difíceis para a ministra da Educação. Agora, foi a vez de um grupo de pelo menos 300 alunos expulsá-la literalmente de Fafe, onde pretendia entregar diplomas no âmbito do Programa Novas Oportunidades.

A situação não foi nada bonita de se ver, uma vez que os jovens decidiram receber a comitiva oficial, a meio da tarde, com uma chuva de ovos, que atingiram os automóveis onde seguiam Maria de Lurdes Rodrigues, a directora regional de Educação do Norte (Margarida Moreira), o presidente da Câmara de Fafe e o vereador da Educação, entre outros.

Tudo indica que sejam alunos da Escola Secundária de Fafe, para além de professores. Segundo fonte do ministério «várias pessoas foram identificadas», mas a GNR confirma que «não houve detenções». Em todo o caso, «tiveram de ser destacados elementos de Guimarães e Taipas, para além de Fafe» para controlar a situação. Elementos da Guarda tiveram de usar a força para dispersar a multidão e uma jovem acabou por ficar ligeiramente ferida, tendo sido atendida no local.

IOL DIÁRIO

Bom dia de S. Martinho


Segundo a tradição hoje é dia de S. Martinho,

por isso come castanhas e prova o vinho.
O Vougario deseja a todos os seus leitores e amigos um bom S. Martinho

Origem do S. Martinho

A Lenda de S. Martinho reporta-nos ao período do Império Romano. Martinho nasceu entre o ano de 315 e 317 em Sabaria, no território da actual Hungria. Era filho de um soldado do exército romano e, como era tradição, acabou por seguir a profissão do pai, tendo entrado para o exército com apenas 15 anos de idade.

Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a sua vida. Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas da localidade francesa de Amiens, talvez no ano de 338, Martinho ía a cavalo quando viu um homem quase sem roupa no corpo, com um ar miserável, que lhe pediu uma esmola. Como Martinho não levava consigo qualquer moeda, cortou a sua capa ao meio e, num gesto de ternura, entregou metade ao mendigo para que este se pudesse agasalhar. Reza a lenda que o mendigo seria o próprio Jesus e que, depois de ter recebido metade da capa de São Martinho, a chuva parou imediatamente e os raios de sol começaram a aparecer por entre as nuvens.

A partir desse dia Martinho sentiu-se um homem novo, tendo sido baptizado provavelmente na Páscoa do ano de 339. Como, oficialmente, só podia abandonar o exército com a idade de 40 anos, Martinho optou por se exilar para, desta forma, se afastar da vida militar. Com o tempo as suas pregações e o seu exemplo de despojamento e simplicidade fizeram dele um homem considerado Santo e muitos homens seguiram-no, optando pela vida monástica.

No ano de 357 Martinho foi dispensado oficialmente do exército e, em 371, aclamado Bispo de Tours. Faleceu em Candes no dia 8 de Novembro de 397 e o seu corpo foi acompanhado por mais de dois mil monges e muitos homens e mulheres devotos, tendo chegado à cidade de Tours no dia 11 de Novembro.

O seu culto começou logo após a sua morte e, hoje em dia, um pouco por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com o cultivo da terra, previsões do ano agrícola, festas e canções desejando.

Também em Portugal o São Martinho é festejado de norte a sul. Os magustos, onde não faltam as castanhas assadas, o vinho novo, jeropiga ou água-pé são símbolos desta data. É nesta época do ano em que, evocando a lenda do Santo, o tempo sempre melhora, período ao qual o povo chama "Verão de São Martinho".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eles andam aí!!!!!!


Funcionário público reformado,Manuel Palma seguia na sua carrinha, na estrada entre São Matias e Vidigueira,no Alentejo, quando sentiu a viatura a desviar-se para a esquerda, ficando muito perto de embater em árvores e arbustos na berma da estrada.

Jornal 24 Horas

Do outro lado da via estava “um foco de luz esbranquiçado a incidir na estrada e que arrastava o veículo”. Pouco depois, a “mesma força desvia o carro” para a faixa de rodagem, “colocando o na sua posição original”.

Manuel e a mulher, que também viajava no automóvel reparam então no objecto que se encontrava “suspenso no ar e meio translúcido, com luz colorida que mudava de tons, do branco ao rosa pálido”. Assustado, o casal acelerou em direcção a Évora, tendo contactado a Associação de Pesquisa OVNI (APO) para contar os estranhos acontecimentos do dia 13 de Maio.

A APO já registou cerca de 40 relatos de avistamentos de objectos voadores não identificados este ano.
Há registos um pouco por todo o país. “O Alentejo é a região do país onde estes fenómenos ocorrem com mais frequência. Tanto o avistamento de OVNIs como da Luz da Caniceira, uma espécie de mini-sondas inteligentes que conseguem captar as emoções das próprias pessoas e das quais existem bastantes relatos na faixa entre Grândola e as Minas de e São Domingos”, diz Luís Aparício, presidente da APO.
Mal recebem informações sobre uma ocorrência, os membros da associação partem para o terreno para recolher testemunhos e eventuais provas sobre o que de facto sucedeu. Os resultados são depois publicados numa página da Internet.

No passado dia 12 de Junho, um engenheiro informático de 34 anos descreveu uma “elipse de fogo” a deslizar lentamente sobre os céus de Beja. Foi cerca das 22h00. Daniel encontrava-se esplanada de um hotel quando “foi desperto para aquela situação”. “Parecia que havia ali algo dinâmico e as cores alteravam-se de forma ténue entre um laranja escuro e alguns pontos vermelhos. A provável dimensão física daquele objecto seria 2 metros de altura por 1,80 de largura”,assinala a APO.

O mais recente caso investigado pela associação, ocorreu em Alcochete, onde uma mulher de 38 anos disse ter observado um “intenso foco de luz” sobre a terra. “Aquela estranha estrela tinha uma
cor metalizada. A luz era tão intensa e fortíssima que até feria a vista”, contou Ana Oliveira.


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Será que os jovens estão no futuro que o Governo quer para Portugal?

Esta crise que estamos a viver, já há muito tempo que é sentida dia-a-dia pelos portugueses.

O baixo ou nenhum poder de compra, os preços cada vez mais elevados, os ordenados que não aumentam entre muitas outras coisas contribuem para a situação em que estamos.
Como jovem que sou, sinto-me muito preocupado com toda esta situação, pois tenho 24 anos e não vejo grandes melhorias para um futuro que se avizinha.
Na semana passada fui até à praça do peixe e estava lá um grande grupo de estudantes que estão agora a iniciam o seu percurso académico.

Confesso que fiquei preocupado, pois como jovem trabalhador conheço bem as dificuldades do mercado de trabalho, e todos aqueles jovens que ali se divertiam que futuros terão? Andaram a estudar para depois fazerem parte da já longa lista de desemprego? Será que andaram a estudar para no final serem obrigados a sair para fora do país para verem garantido o seu futuro? Espero sinceramente estar muito enganado.
Tenho alguns amigos que trabalham em grandes empresas, mas o problema não está onde trabalham, mais sim nos vínculos contratuais em que se encontram. Acham normal jovens ter contratos de trabalho de mês? Contratos estes que são renovado mensalmente? Que segurança tem estes jovens que estão no início de vida?
Actualmente um jovem com 25 anos que queira comprar uma casa e ter um carro das duas uma ou tem dinheiro ou então é muito difícil ter ambas as coisas. Reparemos na seguinte situação: o jovem de 25 anos dirige-se a uma instituição bancária para pedir um empréstimo pois quer constituir família e precisa de uma casa para viver, pois não quer estar toda a vida a pagar aluguer de uma coisa que nunca será sua. O senhor da instituição bancária a analisar o pedido vê que se trata de um jovem, que não tem bens pois está no início de vida, com um contrato de trabalho de mês, que a única garantia que é que tem trabalho até ao final do mês, pois a qualquer altura pode ser despedido sem mais nem menos, ou seja tem que ter um bom fiador pois ele não tem garantias nenhumas?
Isto é preocupante.
Mas temos o nosso governo a dizer que temos um código de trabalho muito bom, só ser for para ele, pois para os trabalhadores não me parece muito.
Ao contrário das políticas enunciadas pelo governo, eu acho que cada vez os jovens tem menos segurança no seu futuro, e isso é preocupante numa sociedade com um grande índice de envelhecimento.
Senhor Primeiro-Ministro será que ainda não parou para pensar que não se pode falar de futuro sem falar nos jovens, pois são eles que vão estar nesse futuro.
Será que ainda não parou para pensar que são necessárias boas bases para erguer uma obra? O senhor é engenheiro e sabe bem do que falo, ora então Sr. Eng. dê aos jovens boas bases para que eles possam ajudem a construir a obra, obra essa que é o futuro para Portugal

Rui Pires da Silva

Vale burla BPN em dois milhões

Burla: Banco quase falido não escapa ao ex-presidente do Benfica

Vale e Azevedo ofereceu ajuda a uma imobiliária e traçou um plano ambicioso. Para se lançarem na compra e venda de imóveis, iam pedir 40 milhões de euros ao BPN. E se o negócio corresse mal, já tinha uma seguradora francesa a cobrir o empréstimo. As garantias chegaram ao BPN, que, em 2007, avançou logo o cheque com os primeiros dois milhões para as mãos de Vale. Só que a imobiliária diz não ter visto um tostão, os papéis da seguradora são falsos – e o banco, que agora vai ser nacionalizado por estar à beira da falência, ficou a arder.

Conheça todos os pormenores na edição de quinta-feira do jornal 'Correio da Manhã'.

E.U.A



OBAMA É O NOVO PRESIDENTE DOS E.U.A

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

STOP, o mundo vai parar


Está a chegar o dia em que o mundo parece que vai parar.

Obama ou McCain?

Quem será o próximo presidente dos EUA.

De uma coisa estamos todos certos, estão a ser as eleições mais mediáticas dos últimos tempos, os eleitores dividem-se para escolher o novo sucessor de George W. Bush.

Segundo as sondagens Obama será o próximo presidente dos EUA, mas irá McCain surpreender o mundo?

“Vou cortar nos impostos da classe média” (Obama)

“Sarah Palin irá unir os americanos” (McCain)


Serão estes argumentos fortes para segurar a vitória?

sábado, 1 de novembro de 2008

Águeda: Serém corta estrada contra mortes no IC2

População de Serém cortou a estrada como forma de protesto contra os sucessivos acidentes ali registados, alguns deles mortais como o da passada quarta-feira

A população de Serém (Águeda) veio ontem para a rua protestar contra o ciclo imparável de acidentes, alguns deles mortais – como o que aconteceu na passada quarta-feira – que têm acontecido no IC2, nomeadamente no cruzamento que divide a localidade ao meio (Serém de Cima e Serém de Baixo).
Na presença das forças de segurança, o protesto passou pelo corte momentâneo desta via, depois de negociações com a GNR local.
Pelas 18.40 horas e durante 10 minutos, mais de uma centena de populares concentrou-se no IC2, impedindo o trânsito de circular, e dizendo: “Basta de mortes, queremos soluções”, tendo ainda bem viva na memória a trágica lembrança do acidente mortal desta semana, quando dois residentes atravessavam aquela via, vindos das suas hortas e sendo colhidos por uma viatura que na altura ali circulava.
Quem também esteve no local foi Jorge Almeida, vereador da Câmara de Águeda, ele próprio um morador da freguesia de Macinhata do Vouga.
Constatando o facto de existir uma multiplicidade de locais idênticos no IC2, nas redondezas, onde os acidentes se têm sucedido, o autarca referiu que, ainda esta semana, em contacto com as Estradas de Portugal, lhe foi dito estar prevista, para aquele local, a construção de uma via superior mas reservada apenas a peões, que deve avançar no próximo ano.
Para além desta, Jorge Almeida diz não ver outras alternativas para o actual traçado, “pois parece-me impossível colocar rotundas em cada cruzamento destes, que são muitos e seguidos”, considerando que “o problema pode ficar resolvido com o novo traçado que está a ser estudo e discutido”.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Portugueses acreditam na polícia mas não nos tribunais

Quase metade dos portugueses acham Portugal «razoavelmente seguro» e a maioria acredita nas forças de segurança, mas manifesta «pouco confiança» nos tribunais, revela um relatório do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT)

Jornal " SOL"

O estudo do organismo não-governamental, que vai ser apresentado quarta-feira, avalia a situação interna em matéria de segurança, tendo por base duas sondagens realizadas em Março e em Setembro.

A primeira abrangeu o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira com 1.525 inquiridos, enquanto a segunda consagrou 1.010 entrevistados em Portugal Continental.

Segundo o documento e tendo em conta a média das duas amostragens, cerca de 44 por cento dos inquiridos considerou Portugal «razoavelmente seguro», enquanto para 12 por cento é mesmo «muito seguro», apesar do sentimento de insegurança ter aumentado quatro por cento em seis meses.

À pergunta «Acha que Portugal é um país seguro?», 39 por cento dos inquiridos considerou o país «pouco seguro» em Março, percentagem que sobe para 43 por cento em Setembro, refere o documento.

Em Março, para 45 por cento dos portugueses, o país era «razoavelmente seguro», enquanto passado seis meses a percentagem desceu para 43 por cento.

Foi de Março a Setembro que o país conheceu um aumento da criminalidade, sobretudo nos meses de Verão.

O estudo indica, também, que 58,7 por cento acreditam na «eficácia» das forças de segurança, enquanto 41,3 por cento «não confia».

A sondagem realizada pelo OSCOT revela, igualmente, que metade dos inquiridos (52 por cento) afirmou conhecer as entidades que zelam pela segurança nacional, mas 48 por cento disse que desconhece quais as forças e serviços de segurança.

De acordo com o relatório, 58 por cento dos portugueses manifestaram «pouca confiança» nos tribunais, tendo mesmo 21 por cento revelado «nenhuma confiança».

Em contraponto, 13 por cento expressaram «muita confiança» na actuação da Justiça portuguesa e oito por cento não responderam ou emitiram qualquer posição.

O estudo do OSCOT mostra, igualmente, que «as grandes preocupações dos portugueses se encontram focadas sobretudo com a segurança física e patrimonial».

Na sondagem efectuada em Março, 11,1 por cento dos inquiridos consideraram o país «pouco seguro» relativamente ao crime contra o património, percentagem que aumentou para 15,3 por cento no inquérito de Setembro.

O estudo refere que a quase totalidade dos inquiridos (92,2 por cento na primeira e 90 na segunda sondagem) não admitiu a existência de práticas de terrorismo em Portugal, sublinhando que o país «é seguro».

Segundo o relatório do OSCOT, 88,3 por cento dos inquiridos apontaram, em Março, Portugal como um país seguro em matéria de crime organizado e de criminalidade económica, confiança que desceu 2,5 pontos percentuais na última amostra.

Quanto aos crimes sexuais, 77,7 por cento dos entrevistados consideraram o país «muito seguro» na primeira sondagem, valor que cai «significativamente» na segunda inquirição para os 64,3 por cento.

O OSCOT, organização presidida pelo general Garcia Leandro, é uma associação científica e cultural da sociedade civil sem fins lucrativos que tem como objectivo a investigação, o ensino, o debate e a divulgação das questões de segurança.

Lusa / SOL

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aveiro foi palco de revolta dos agricultores


Uma vez mais os agricultores saíram à rua.

Hoje em Aveiro um grupo de meio milhar de agricultores fizeram-se escutar em Aveiro.

Os agricultores que partiram de Ovar e percorreram a distância até Aveiro onde se fizeram escutar com a voz de indignação e o som das buzinas já cansadas de tantos lutar.

Chegada à Avenida Dr. Lourenço Peixinho o grupo de agricultores distribuíram leite pela população que ali se juntou.

Os agricultores reclamam o elevado preço das matérias-primas e os baixos preços no escoamento de produto, o dedo é apontado ao Governo e as suas mas politicas de agricultura e não poupam também a União Europeia.

O Vougario solidariamente esteve presente nesta luta ao qual registou algumas fotos que passa a publicar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PS ganha ao PSD , mas perde para abstenção

A analise que faço ao resultado das eleições dos açores, não é nada positiva.

O PS conseguiu mais uma vitoria nos Açores, mas desta vez o número de partidos políticos que lhe vão fazer frente na Assembleia Regional aumentou para seis.

Mas há uma coisa que me inquieta, o facto da vitoria do PS por 49.96% ser inferior ao valor percentual da abstenção que ficou nos 53.24%.

Analisando este resultados verificamos que os 19.69% que separou a vitória do PS do PSD não é assim tão confortável quando analisamos os elevados valores de abstenção, neste números está representado o desacreditar de muitas pessoas na politica, isso reflecte-se na imagem que se faz do estado da politica nacional.

Mas como não sou analista politico fica aqui apenas a minha analise sobre mais um acto eleitoral.

Deixo ficar os totais finais:


Inscritos: 192.956
Votantes: 90.221 (46,76%)
Abstenção: 102.735 (53,24%)
Brancos: 1.695 (1,88%)
Nulos: 760 (0,84%)


Mandatos:


PS - 30
PSD - 18
CDS-PP - 5
BE - 2
PCP-PEV - 1
PPM -1
MPT - 0
PDA - 0

Votos:


PS: 45.070 (49,96%)
PSD: 27.309 (30,27%)
CDS-PP 7.853 (8,70%)
B.E. 2.976 (3,30%)
PCP-PEV 2.831 (3,14%)
MPT 684 (0,76%)
PDA 619 (0,69%)
PPM 424 (0,47%)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Partido da Liberdade

O Partido da Liberdade (PL) está a chegar à recta final do processo de trabalhos, que durante os últimos nove meses foram desenvolvidos, com vista à criação de um novo projecto político para Portugal. Desta forma, as assinaturas recolhidas já se aproximam às 7500 necessárias, assim como toda a documentação exigível já está a ser ultimada para revisões finais, e posterior entrega no Tribunal Constitucional.

Após mais um ciclo da habitual “rentrée” dos partidos, sentimos mais do que nunca o fosso que existe na direita portuguesa, tornando a razão de ser do nosso projecto uma urgência, para a salvaguarda dos verdadeiros valores de liberdade, justiça, e solidariedade, na renovação da democracia, e no retomar da credibilidade e da elevação dos políticos e da política na nossa Pátria.

Não nos alheando da grave crise política, económica, e financeira que a nível mundial atravessamos, temos por certo que na União Europeia (UE) dado o rumo federalista e capitalista adoptado, esta crise tende a acentuar-se, e que, infelizmente, Portugal dentro desta UE representa um dos elos mais fracos, devido às consequências das sistemáticas políticas de alternância facilitista, que durante décadas se vêm instalando no sistema, e em particular pelo desastre do défice brutal que tem sido provocado às classes médias, durante estes últimos (des)governos PS, e PSD/CDS.

Hoje, após nove meses de contactos directos com os portugueses, podemos afirmar que a direita em Portugal é uma “miragem”, e que dada a “engorda” do “centrão político”, inclusive com a adesão de dois novos partidos (MMS e MEP) também subservientes ao sistema, e obviamente canalizados para o centrão, a oposição de direita vem-se anulando, dando maior espaço ao PCP e BE, e fazendo com que a esquerda continue a florescer no nosso país, ao invés do que acontece na maioria dos países mais civilizados e mais produtivos da Europa.

O Partido da Liberdade, surge como um partido de direita, sem preconceitos nem equívocos, de convicções fortes e duradouras, preparado para desafiar o sistema com novas ideias, e com novas formas de ser e de fazer política, descentralizando-se dos interesses oportunistas e vulgares da maioria dos políticos, e centralizando-se nos problemas reais do país, criando políticas de responsabilização e aproximação de todos os cidadãos, incentivando a intervenção activa dos portugueses na política e na sociedade em geral.


Concluímos que as grandes mudanças necessárias ao sistema, jamais poderão advir dos grandes partidos, eles próprios empregados do sistema. Manuela Ferreira Leite, numa simbiose de que de pior tiveram Marques Mendes e Filipe Menezes, ou o eternamente demagógico Paulo Portas, jamais constituirão uma oposição credível, pois representam eles próprios, o sistema decadente em que vivemos. E em Portugal, a situação política torna-se tão mais grave, porque os pequenos partidos existentes, sobrevivem também com políticos viciados, demonstrando-se mais do mesmo, e sustentando anseios e vaidades pessoais servindo-se para isso da política, em vez de servir o país com projectos coerentes e sérios, e em vez de se demonstrarem capazes de apresentar verdadeiras alternativas ao serviço dos portugueses.

O Partido da Liberdade surge para fazer a verdadeira diferença, agregando descontentes do sistema, sem “medos”, sem “vícios”, e sem receios de erguer a voz contra tanto que vai mal. O PL, surge livre e isento de compromissos com o sistema, sem vaidades nem mordomias, pois só desta forma é possível contestar a falta de rumo da nossa Pátria, apontando novos caminhos com a modernidade necessária, mas cimentados em valores do que considera ser uma verdadeira direita.

Num momento em que o país atolado em problemas sociais, económicos e financeiros, se prepara na Assembleia da República para debater valores de esquerda como o casamento entre homossexuais, o PL, surge para defender valores de direita, como a família, e a natalidade, e ainda para propor políticas de estímulo ao alargamento do conceito de família, a descendentes e a ascendentes, subsidiando a infância e a velhice, dignificando-as, ao invés de subsidiar a preguiça e a degradação das células vitais em sociedade.

O PL surge para uma nova Liberdade com responsabilidade, sem arrogância mas com austeridade, contra políticas facilitistas do neoliberalismo desenfreado e da propaganda socialista, e a favor de uma distribuição mais justa de todos os recursos. O PL surge para defender os valores do trabalho, do mérito, do reconhecimento, da justiça, da educação pelo exemplo, e da solidariedade. O PL surge para desfazer enganos, situando-se numa direita de correcção política, criando planos de reanimação das classes médias, esvaziadas e sangradas pelo actual sistema. O PL, não considera demagogia exigir a baixa generalizada de impostos, mas para tal tem de existir uma forte vontade de resistir, e de fazer abdicar de mordomias, futilidades e luxos um Estado palaciano de uns poucos, para poder melhorar a qualidade de vida e as condições de sobrevivência da maioria.


Aveiro, 18 de Setembro de 2008

Susana Barbosa
1ª Signatária do Partido da Liberdade

terça-feira, 16 de setembro de 2008

108 € por cada minuto detido


Ministério Público vai recorrer de indemnização atribuída por detenção ilegal no Apito Dourado

NUNO MIGUEL MAIA


O Tribunal da Relação do Porto deu razão ao dirigente do F. C. Porto na acção cível contra o Estado por alegada detenção ilegal. Atribuiu-lhe 20 mil euros de indemnizão e juros. Mas o Ministério Público vai recorrer.

Alberto Pinto Nogueira, procurador-geral distrital do Porto, confirmou ao JN que o Ministério Público não se conforma com esta decisão no caso de Pinto da Costa e já ordenou a interposição de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.

No Tribunal de Gondomar, em primeira instância, o Estado tinha sido absolvido pelo juiz que também julgou e condenou os arguidos do processo Apito Dourado. António Carneiro da Silva concluiu que, com uma detenção por três horas e cinco minutos sofrida a 2 de Dezembro de 2004, quando - após a PJ não o ter o encontrado numa busca a sua casa - se apresentou voluntariamente no tribunal para ser interrogado, o dirigente não sofreu "prejuízos anómalos e de particular gravidade".

Isto porque, na argumentação do juiz, uma coisa é uma detenção e outra completamente diferente é a sujeição a prisão preventiva. Só a prisão preventiva injustificada tem "potencial lesivo" que justifique uma indemnização. E Pinto da Costa "foi detido, não preso", acentuou o juiz. Que considerou a detenção legal, mesmo tendo ocorrido nas instalações do tribunal. Só seria ilegal se se tivesse excedido o prazo de 48 horas de apresentação a juiz, se se mantivesse fora dos locais legalmente permitidos, se fosse ordenada por entidade sem poderes para tal, ou motivada por facto que a lei não permite.

Gil Moreira dos Santos, advogado do presidente do F. C. Porto, não concordou com este desfecho e recorreu para a Relação do Porto, insistindo numa indemnização de 50 mil euros. Argumentou que a lei não diz que o prazo de detenção é relevante para ser considerada ilegal, nem para se ser indemnizado é necessário ter sofrido um dano especial e anómalo.

Sublinhou ainda que, em rebate da ironia do juiz - que na sua decisão utilizou várias vezes a expressão "curiosamente, ou talvez não" - estar detido durante três horas e cinco minutos após uma apresentação voluntária, e mesmo que se reconheça não existir perigo de fuga, não é o mesmo que "assistir ao choro de uma criança que chora porque... tem de chorar". E carregou no argumento de que, para serem aplicadas medidas de coacção, não era obrigatório o arguido estar sob detenção.

Assim, na argumentação daquele advogado, a ilicitude da actuação do Estado consumou-se com a detenção considerada, naquele momento, desnecessária e desproporcional, não sendo relevante a sua duração.

Os juízes da 3.ª secção cível da Relação deram-lhe agora razão e condenaram o Estado a indemnizar Pinto da Costa em 20 mil euros. Fazendo as contas, o dirigente irá receber cerca de 108 euros por cada minuto que esteve detido, já que o tempo total ascende a três horas e cinco minutos. Um montante ao qual, sabe o JN, acrescem juros de mora contados a partir de Dezembro de 2005, data em que entrou a acção no Tribunal de Gondomar.

Todavia, a decisão não é definitiva, uma vez que o Supremo Tribunal de Justiça ainda poderá alterar a decisão, na sequência do recurso do Ministério Público que deverá ser subscrito pelo procurador-geral adjunto, João Ferreira Pinto.

sábado, 13 de setembro de 2008

Angola com democracia (re)forçada

O vougario hoje dá o máximo destaque ao artigo " Angola com democracia (re)forçada" , este artigo é da autoria de Susana Barbosa 1ª Signatária do Partido da Liberdade.

Para quem não sabe Susana Barbosa é também autora do bloguer http://www.arestalia.blogspot.com/ .


É preocupante o unanimismo em torno dos resultados das eleições em Angola. Será que nos encontramos perante a democracia perfeita? Será José Eduardo dos Santos o nosso novo exemplo de democrata do Ocidente? Perante uma vitória do MPLA nas eleições, que obteve 81,73 por cento dos votos, que representa uma maioria “mais que absoluta”, estaremos realmente perante um reforço da democracia, ou apenas a assistir à legitimação de uma ditadura? É, no mínimo, de considerar este facto um “caso de estudo” para a democracia mundial.

Designadas de eleições “livres e justas”, um pouco por todas as instituições mundiais, e pela maioria esmagadora dos observadores, até mesmo a UNITA, num rasgo de diplomacia através do seu líder Isaías Samakuva, aceitou os resultados das eleições, horas depois de a CNE ter indeferido o seu pedido de impugnação do processo eleitoral em Luanda, apresentado pelo partido do galo negro.

Como é possível tanto consentimento, conformismo e resignação, perante um cenário de eleições que decorreu mesmo, tal como o próprio pedido de anulação do acto eleitoral na capital angolana, e a exigência da realização de nova votação que a UNITA endereçou à CNE, apontava, entre outros motivos, a ausência de cadernos eleitorais e a não abertura de algumas mesas de voto? E se tal aconteceu na própria capital, junto ao poder central, o que poderá ter acontecido pelas restantes cidades e povoações das 18 províncias de Angola?

É no entanto de anotar os observadores que apontaram as falhas, e de salientar o comunicado emitido pela chefe da Missão de Observação da UE, e também vice-presidente do Parlamento Europeu, Luísa Morgantini, que refere que «alguns procedimentos de votação, como os relativos aos cadernos eleitorais, foram aplicados de forma irregular», adiantando ainda que «esta inconstância elimina um dos controlos mais importantes previstos na lei, em contravenção às normas internacionais sobre procedimentos eleitorais». Luísa Morgantini confirma que houve zonas em que os cadernos eleitorais não foram assinalados, tendo sido por isso impossível «conciliar o número de pessoas que votaram». O documento da UE refere ainda «problemas de organização logística que afectaram a distribuição de materiais essenciais, em especial em Luanda, causando atrasos ou não permitindo a abertura de um número significativo de assembleias de voto».

Ainda assim, Morgantini declarou que «as eleições marcaram um passo crucial para a democracia, apesar das dificuldades de organização», recusando no entanto classificar o escrutínio de «livre ou justo», e preferindo utilizar o adjectivo «transparente» para se referir à contagem.

Já o jornalista angolano Rafael Marques, afirmou no seu habitual registo crítico que «a democracia deve validar-se todos os dias, e até se podem validar as eleições em Angola, mas não a democracia» e acrescentou ainda que «as instituições democráticas têm que ser ratificadas» e que «as fraudes não se processam nas bocas das urnas, mas sim durante a preparação das mesmas».

Segundo o relatório para os anos de 2007 e 2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os números da macroeconomia de Angola são mais que positivos e é esperado o mesmo ritmo de crescimento nos próximos anos, mas a maioria das famílias angolanas vive no limiar da miséria, com serviços de educação e saúde muito precários, e sofre com uma inflação que no ano passado foi de 12,2%. O mesmo relatório do PNUD, dá-nos conta que no segundo semestre de 2006, Angola se transformou no maior exportador de petróleo de África, com quase 1,9 milhão de barris por dia, e que o lucro gerado pelos diamantes, que rendeu a Angola cerca de US$ 1,1 bilhão em 2006, a par de um nível de corrupção sem freio, torna a distribuição de rendimentos no país, uma das mais desiguais do mundo, o que faz com que cerca de 70% dos angolanos vivam na pobreza ou na indigência.

A corroborar todas estas situações, terminamos citando as palavras de uma ouvinte do programa “opinião pública” da SIC Notícias, que a propósito dos resultados das eleições em Angola afirmou «Que eleições livres e justas, se durante anos se eliminam inimigos e se mantêm milhares de cidadãos famintos?» rematando «É evidente que não se vive em democracia, Angola é rica em petróleo, e aos políticos cheira-lhes o petróleo!»

Constatados os factos, sabendo que o petróleo é o “sangue” da sociedade dos dias de hoje, o maior alimento da corrupção, e a base da guerra, percebem-se os consentimentos, e os silêncios… Democracia? Qual reforço de quê? Do que nem sequer existe?




Susana Barbosa
1ª Signatária do Partido da Liberdade

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Escondidos não é a melhor situação

Hoje recebi um e-mail com o título: "radar polícia bem escondido – Aveiro”.

Eu próprio pensei que se tratasse de um divertimento de alguém a “brincar” com a autoridade, mas rapidamente me apercebi que era uma coisa séria.

O e-mail era uma sequencia de fotos que exibia um radar um carro civil e o agente da GNR-BT.

O radar estava montado em plena A25 no sentido Norte-Sul junto da última saída para Aveiro, no mesmo local existe um pequeno troço que está em obras pois este é paralelo à A25 onde se está a construir uma nova linha ferroviária.

A algum tempo recordo-me que a GNR-BT colocava o veículo na berma da estrada sinalizado com um triângulo e ali faziam o controlo de velocidade aos automobilistas, mas agora não, agora vão mesmo quase até à ria…

Mas segundo o autor do e-mail (que desconheço quem seja devido ao facto de e-mail ser reenviado) ele próprio assistiu à montagem do radar. Segundo ele: “… O mais triste que eu pude assistir, foi um agente ter que subir pelo meio daquelas ervas até ao radar...foi cómico de ver...ter de sujar as botas para colocar em prática a tão conhecida prevenção rodoviária. Isto sim é exemplo de amor à profissão, permanecer num sítio daqueles e ainda por cima sozinho...Obrigado Sr. Agente pelo sacrifício, pois de facto essa é uma zona perigosa e de facto, com essa atitude todos estaremos mais protegidos na estrada…” (palavras retiradas do e-mail).

Nas fotografias pode-se ver que o que as autoridades policiais andam a fazer é a caça à multa.

Eu próprio sou a favor de uma prevenção rodoviária “apertada”, mas o que tem vindo a acontecer é literalmente caça à multa.

Ora meus senhores…….
Sr. agente sei que não deverá ter culpa, pois acredito que se limita a cumprir ordens superiores, mas reparemos numa coisa; se o mesmo Sr. agente estiver colocado com o carro patrulha e não civil, na berma da estrada para que todos os condutores o possam ver, eu garanto que as pessoas passavam pela autoridade a cumprir os limites de velocidade e a garantir a tão falada SEGURANÇA RODOVIÁRIA.

O que se passa nas estradas de Portugal é grave, e é necessário fazer algo para reduzir a sinistralidade, mas para isso é preciso educar os condutores a fazerem uma condução mais segura, mas é necessário saber educar. Não me parece a mim que a medida de ensinamento da GNR-BT seja a mais apropriada.

Não é publicado qualquer fotografia do assunto mencionado para que o VOUGARIO não seja incomodado por algum órgão de autoridade.
Agradeço a vossa compreensão.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Homem baleado em esquadra da PSP

Um homem de 31 anos foi baleado esta terça-feira, ao início da tarde, no interior da esquadra da PSP de Portimão, quando apresentava queixa contra outro indivíduo.

Jornal Correio da Manhã

De acordo com uma fonte citada pela RTP, a vítima foi atingida na cara e no tórax. O agressor foi o indivíduo que motivou a queixa.

O ferido foi transportado para o Hospital do Barlavento algarvio, onde se encontra internado em estado grave com 'prognóstico reservado', sendo que o agressor, de 55 anos, que efectuou três disparos, acabou por ser detido.

Em conferência de imprensa, a PSP de Faro esclareceu que os dois homens aguardavam "em locais distantes e separados" atendimento para apresentação das respectivas denúncias, quando "apesar dos elementos policiais ali posicionados" e "sem que nada o fizesse prever", o "agressor empunhou o revólver e efectuou os disparos".

A vítima deverá ser transferida para um Hospital de Lisboa, devido à gravidade das lesões, logo que o seu estado esteja estabilizado.

Boccia dá medalhas

Paralímpicos: Ouro e prata para Portugal





Portugal conquistou esta terça-feira as duas primeiras medalhas nos Jogos Paralímpicos de Pequim'2008. No torneio de Boccia BC1, João Paulo Fernandes alcançou uma medalha de ouro e António Marques arrecadou a de prata.

Jornal Correio da Manhã

João Paulo Fernandes venceu António Marques no jogo de atribuição da medalha de ouro, por 8-1, e repetiu a proeza conseguida em Atenas há quatro anos. A medalha de bronze foi atribuída ao irlandês Gabriel Shelly.

Esta é a segunda vez na história dos Jogos Paralímpicos que dois atletas portugueses se defrontam na final de um torneio de boccia. José Macedo ganhou a Armando Costa na final de boccia em Sydney2000.

Por sua vez, Mário Peixoto, estreante em Jogos Paralímpicos, terminou na quarta posição aprova de boccia BC3, perdendo a oportunidade de conquistar a terceira medalha para Portugal. No jogo decisivo, o atleta perdeu com o sul-coreano Ho-Won Jeong.

O Boccia é uma modalidade exclusiva para atletas com deficiência - paralisa cerebral ou doenças neuro-musculares -, que consiste no lançamento de pequenas bolas, com o objectivo de ficarem o mais próximo possível da bola alvo, sendo que para os atletas com maior grau de dificuldade é utilizada uma calha.

sábado, 6 de setembro de 2008

É ASSIM QUE VAMOS MUDAR O PAÍS?

Lamentavelmente tenho que opinar sobre a atitude de algumas pessoas.

O único deputado do PND na Madeira tem vindo a ser conhecido pelas figurinhas lastimáveis que tem vindo a protagonizar no Arquipélago da Madeira.


Já não bastava o facto de ir para a Assembleia Legislativa Regional Autónoma da Madeira com um relógio gigante ao pescoço, mas agora decidiu também andar com um boneco que imita a figura do líder do CDS-PP José Manuel Rodrigues. Segundo o Diário Cidade, o deputado do PND levou o boneco consigo pois ele era o seu guia espiritual e guru.


Tudo isto aconteceu quando o deputado do PND tinha ido entregar a queixa contara Jardim no tribunal do Funchal.

Mas a história não fica por aqui.


Alguém alertou o líder do CDS-PP para o que se estava a passar e o mesmo se dirigiu para o tribunal e ambos se envolveram numa troca de avisos e de palavras. No final o deputado do PND diz que vai apresentar queixa por furto de material público.

Estes senhores parecem que se esqueceram que são deputados e que foram eleitos para representar o povo e não para fazerem guerrinhas.

Ora meus senhores, são estas as pessoas que queremos ver a representar o povo?

Algo está mal, muito mal.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA






Lembre-se que o silêncio não ajuda, que ele é, muitas vezes, cúmplice dos actos violentos.






Legislação sobre violência Doméstica

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm

Lembre-se que não acontece só aos outros!!!

O terror mora em casa

Violência doméstica já matou mais mulheres desde Janeiro do que em todo o ano de 2007.

Uma em cada três portuguesas sofre ou já sofreu os efeitos do flagelo


AGOSTINHO SANTOS


A violência doméstica continua a registar números impressionantes. Desde Janeiro, já morreram mais mulheres do que em todo o ano passado - cerca de 30 vítimas, contra as 24 registadas em 2007.

Os autores dos crimes são, normalmente, os maridos, ex-maridos, companheiros, ex-companheiros, namorados ou ex-namorados. No ano passado, e de acordo com o Relatório Anual de Segurança, foram registadas 21 907 ocorrências em todo o território nacional. Um aumento de 6,4% face ao ano transacto. Em oito anos, PSP e GNR concentraram um total de 132 mil ocorrências.

A grande fatia dos casos diz respeito a violência exercida sobre cônjuges (81%), na sua esgamadora maioria praticada por homens sobre as mulheres.

A UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), associação feminista que desde há quatro anos apresenta dados sobre violência doméstica com base na pesquisa nos órgãos de Comunicação Social, assume a denúncia deste flagelo social quase como uma missão.

Segundo a sua vice-presidente, Maria José Magalhães - que também é professora universitária e investigadora na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação do Porto - em Portugal, em cada três mulheres, uma é, ou foi, vítima de violência doméstica. É um número elevado. E o drama é transversal, atingindo todas as classes sociais, idades, culturas e graus académicos.

No conjunto da criminalidade englobada na violência doméstica, e ainda de acordo com o Relatório de Segurança de 2007, verifica-se que o recurso a armas - sobretudo brancas e de caça - foi residual (9%), embora as autoridades sublinhem que "não se deverá considerar irrelevante", uma vez que se traduz num total de 2000 casos.

Cada vez com maior frequência, o uxoricídio (homicídio de mulheres nas relações de intimidade) e tentativas de assassinato e agressões constituem notícia nos media. Há já mesmo uma tese académica defendida por Artemisa Coimbra, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação do Porto, elaborada a partir dos crimes de homicídio e agressões a mulheres noticiados pelo Jornal de Notícias.

Maria José Magalhães considera urgente acabar com o drama, ou pelo menos minorá-lo, e garante que a UMAR tem desenvolvido uma série de acções ligadas à prevenção primária, secundária e terciária. Na área da prevenção primária, esta investigadora diz que as acções têm lugar nas escolas e nas associações culturais e recreativas e "incidem na educação das crianças, dos jovens e dos adultos para a mudança de comportamentos e atitudes". Ao nível da prevenção secundária, e tendo em conta que o problema muitas vezes já existe, é necessário dar resposta social imediata que contribua para minorar o drama.

"A sociedade portuguesa - diz - está muito deficitária, principalmente a nível da prevenção primária e secundária.A UMAR tem lutado para que haja um maior investimento quer financeiro, quer de recursos humanos".

E porquê? A resposta não tarda: "As mulheres e as jovens que são vítimas de violência precisam de uma resposta global, consistente, de qualidade e de continuidade. É importante - prossegue Maria José Magalhães - receber a vítima e a sua família até ao seu processo de autonomização que engloba o encontrar de casa, segurança, estar bem economicamente e o acompanhamento das crianças nas escolas. Tudo o que estiver a montante disto é insuficiente e pode levar a vítima a voltar para o agressor e, como tal, pôr de novo a sua vida em risco".

Desde 2007 que o regime jurídico-penal que rege a violência doméstica sofreu uma alteração. A Lei n.º 59/2007 veio consagrá-la como um crime autónomo, introduzindo uma agravação do limite mínimo da pena - no caso de os crimes serem perpetrados na presença de menores ou terem acontecido no domicílio da vítima. O novo regime, mercê da revisão do Código do Processo Penal, reforçou, ainda, as medidas protectoras da vítima.

Portugal deu passos importamtes no que se refere ao acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica, dispondo, já, de 34 casas de abrigo, que permitem assegurar o conforto e bem- estar de centenas de vítimas.

Considerando que actualmente a violência doméstica mata mais do que o cancro da mama, a dirigente da UMAR refere como fundamental a criação de novos centros de atendimento que possam, de forma eficaz e rápida, responder ao problema.

Tendo em conta que o Norte e a Área Metropolitana do Porto (AMP) são bastante atingidos pelo flagelo - embora se verifique uma homogeneidade territorial -, a sua instituição pretende abrir com a maior brevidade (já existem instalações) o Centro de Atendimento da UMAR/Porto. A nova estrutura contemplará as valências social, psicológica, jurídica e educacional e estará disponível 24 horas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vele e Azevedo novamente condenado

Decisão da Relação não pode ser objecto de recurso

Vale e Azevedo condenado a mais cinco anos de prisão



O ex-presidente do Benfica João Vale e Azevedo viu confirmado num acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa a condenação pelo crime de burla qualificada no caso Ribafria.

Esta decisão, noticiada hoje no “Diário Económico” implica mais cinco anos de prisão efectiva para Vale e Azevedo, a somar às várias penas não cumpridas por Vale e Azevedo, actualmente a residir em Londres. Já cumpriu 3,5 anos de cadeia, mas foi condenado a 18 anos.

No caso da quinta Ribafria, Vale e Azevedo, que é advogado e tem a actividade suspensa em Portugal, foi julgado por crime continuado de burla qualificada, devido a apropriação ilícita de 1,5 milhões de euros dos empresários Cesinando Guerreiro e José Rufino.

Vale e Azevedo aplicou aquele dinheiro numa operação de transferências bancárias para o Luxemburgo que se destinaria a obter vantagens fiscais para os dois empresários, mas o dinheiro nunca lhes foi devolvido.

Esta operação implicava também uma suposta tentativa de venda da Quinta da Ribafria, em Sintra, na altura pertencente ao PSD. Vale e Azevedo foi também condenado a devolver o dinheiro aos empresários lesados.

A decisão da justiça inglesa sobre o pedido de extradição de Vale e Azevedo feito pelas autoridades portuguesas deve ser proferida a 25 de Setembro, pelo Tribunal de Westminster.

“Se o tribunal inglês aceitar o pedido de extradição de João Vale e Azevedo, ele terá de o cumprir”, disse ao “Diário Económico” o advogado inglês do ex-presidente benfiquista.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ângelo Correia uma vez mais a substituir Ferreira Leite

Ângelo Correia critica vazio deixado por Ferreira Leite

Ângelo Correia diz que aceitou substituir Manuela Ferreira Leite na Festa do Pontal para não deixar o partido no vazio criado pela actual direcção.
Ângelo Correia acusa Manuela Ferreira Leite de criar um vazio no PSD. O histórico social-democrata aceitou ser o principal convidado da Festa do Pontal, organizada pela distrital algarvia do partido, uma vez que Manuela Ferreira Leite recusou o convite para estar presente.


Ao Diário de Notícias Ângelo Correia explica que aceitou o convite para ser o orador principal na «rentrée» laranja a 14 de Agosto porque sentiu a obrigação de não deixar o partido no vazio criado pela actual direcção.

Rádio TSF

Último adeus a D. Manuel de Almeida Trindade


Funeral do Bispo Emérito de Aveiro tem lugar às 16h00, em Aveiro, depois de cerimónias em Coimbra






Coimbra e Aveiro unem-se esta Quinta-feira no último adeus a D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo Emérito de Aveiro, faleceu que faleceu no dia 5 de Agosto, em Coimbra, aos 90 anos.
O funeral terá lugar às 16h00 na Sé de Aveiro. Antes, as exéquias serão também celebradas na Sé Nova de Coimbra, pelas 11h00. O prelado será sepultado no cemitério Central de Aveiro.

D. Manuel de Almeida Trindade faleceu nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

90 anos de vida

Se compararmos a vida a uma maratona, D. Manuel de Almeida Trindade está a entrar na recta final para o centenário do seu nascimento. Completou 90 anos de vida no dia 20 de Abril. O seu natal foi em Monsanto, mas saiu de lá com apenas três anos de idade. No livro «Memórias de um bispo», da autoria de D. Manuel de Almeida Trindade, realça que “ficou-me na memória a configuração do penhasco recortado no horizonte azul do céu, e também a de alguns ciclópicos que eu avistava da janela da nossa casa”.

Monsanto viu nascer o bispo emérito de Aveiro e o Seminário de Coimbra soube acolhê-lo no primeiro mês da década de trinta: primeiro como seminarista e depois vice-reitor daquela instituição. “Estava eu a passar tranquilamente as férias na minha aldeia de Famalicão, quando, no princípio de Setembro de 1941, o correio me trouxe uma carta de Coimbra” – refere na obra citada. Dentro do envelope vinha um simples cartão de visita com estas palavras: «O bispo de Coimbra vem dizer que se prepare para assumir a direcção do Seminário Maior, no próximo ano lectivo».
Como era um jovem sacerdote, pensou que havia um engano no endereço. Depois de falar com D. António Antunes – na altura bispo de Coimbra – caiu-lhe “o coração aos pés” e invocou todas as razões “para dissuadir o meu bispo”. Não conseguiu... e recebeu vários pedidos para que aceitasse a vice-reitoria do Seminário. Coimbra viu nascer um verdadeiro pastor e um orientador de vocações.

A sua fama ultrapassou os muros do seminário e a Faculdade de Letras de Coimbra convida-o para leccionar a cadeira «Origens do Cristianismo». “Creio que nessa altura, pelo que havia dito ou escrito, já se podia conhecer a feição do meu espírito. Sabiam quem eu era, e que não iria impor a ninguém o que penso sobre o cristianismo” – escreve na obra «Memórias de um bispo». A universidade marcou-o e D. Manuel de Almeida Trindade deixou o seu cunho pessoal naquela escola secular.

Dois anos depois (1962), D. Manuel de Almeida Trindade estava de férias no Algarve e recebe uma carta da Nunciatura. Teve medo de se trair e foi para uma açoteia abrir a correspondência. Foi naquele terraço, “sem que ninguém visse as cores por que passou o meu rosto, que eu soube que o Papa João XXIII me queria bispo de Aveiro”. Naquela noite de Verão deixou o Algarve e deslocou-se a Lisboa. “Não consegui dormir. Nunca sou capaz de dormir num comboio ou mesmo num avião”. No entanto, naquela noite existia um motivo especial para se manter acordado. “Pensei e rezei toda a noite”. Em breve seria bispo de Aveiro.

Quando a diocese da ria foi restaurada foi-lhe dada a hipótese de optar por Coimbra ou Aveiro, “ao contrário dos outros padres ou seminaristas, a quem era imposta a diocese de origem”. Optou por Coimbra. “Agora vinha a hora de dar a Aveiro a parte que lhe pertencia” – recorda.

Nesse mesmo ano desloca-se para o Vaticano a fim de participar no II Concílio do Vaticano. A cidade não lhe era desconhecida porque estudou lá. A participação neste encontro magno da Igreja foi uma espécie de noviciado episcopal. “Tomar parte num Concílio Ecuménico é um privilégio que nem a todos os bispos é dado a usufruir” – escreveu nas memórias.

Na festa da Imaculada Conceição desse ano recebeu a sagração episcopal na Sé Nova de Aveiro. Aí pastoreou durante muitos anos e imprimiu um cunho pessoal. “Há homens que se gabam de nunca terem chorado diante de uma dificuldade; eu não posso dizer o mesmo” porque “fui chamado a servir a Igreja num período difícil”.

Para compreender os trabalhos da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) é fundamental visitar a obra «Memórias de um bispo». Aí, D. Manuel de Almeida Trindade mostra ao leitor os primórdios da CEP e a colegialidade episcopal. Foi durante três mandatos presidente deste organismo e deixa registos para a história da Igreja portuguesa nas últimas décadas do século XX.

Algumas semanas depois de ter sido ordenado bispo, D. Manuel de Almeida Trindade escreve na obra citada que recebeu uma carta do seu pai. Esta dizia: “Meu filho: até agora tens sido tu a pedir a minha bênção. Daqui em diante vamos inverter as coisas: não serás tu a pedir a minha bênção, mas eu a pedir a tua”. Quando leu a missiva paternal, “as lágrimas rebentaram-me os olhos”. E acrescenta: “meu pai compreendera o que eu passara a ser. E dado que a terra onde ele vivia pertencia à diocese que eu ia pastorear, eu passava a ser bispo de meu pai. Ele entendia estas coisas. Meu pai era um contemplativo”.

Luís Filipe Santos, AE